Iludo-me, crio esperanças insustentáveis. Vejo os fatos repetirem-se diante de mim e insisto em ignorá-los. Insisto em afogá-los, em nome do amor ou de seja lá o que for. Sou enganada porque permito, porque não quero ver, porque esta cegueira seletiva faz-me bem, exclue-me da obrigação de agir. Se não sei, não preciso fazer nada. Acovardo-me diante da realidade, sou conivente para não tomar decisões e ter atitude, sou irresponsável. Sou preguiçosa e covarde. A tristeza e o sofrimento elevam-me a condição de vítima, quando em verdade sou o algoz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário